31 Janeiro 2009

To be or not to be?

Um dia, quem sabe…um dia terei certezas do que quero. Neste preciso momento tudo o que tenho dentro de mim são incertezas e medos. Medo de deixar o ninho e voar, medo de falhar, medo de cair…tenho medo de me tornar independente, de perder a protecção que tenho tido até agora. Tenho medo de fazer as escolhas erradas, de desiludir toda a gente, de me desiludir a mim própria…! Estou na altura dos exames e por incrível que pareça, não estou minimamente preocupada, apesar de já ter passado a quase tudo… não estudo o suficiente, nem sequer dedico uma hora seguida de estudo por dia à matéria!
Estou cansada, mental e fisicamente. A frequência com que outrora escrevia neste blog já lá vai, agora só restam memórias esbatidas que raramente despejo… deixo tudo acumular-se na minha memória, na esperança de uma sobrecarga de informação apagar tudo, mas tal não acontece.

Só queria voltar a ser criança, deixar os outros decidir por mim, para poder ser ignorante na medida de desconhecer o que significa magoar e ser magoado, ficar triste ou desiludida…

De repente parece que tudo deixou de fazer sentido, parece que nada do que há uns meses queria com todas as minhas forças continua na minha lista de prioridades. As minhas decisões agora baseiam-se no que me dizem, e não no que eu quero, exactamente porque a única coisa de que tenho a certeza é que não sei o que quero! A força para continuar não vem de mim, vem daquelas pessoas que me incentivam a lutar, vem daqueles que eu não quero desiludir, vem das pessoas que acham que eu tenho força e vontade para atingir as minhas meta.Vem da esperança de um dia ter certezas do rumo que realmente quero dar à minha vida. Quem me dera poder dizer-lhes que não sou a pessoa forte que acham que sou.

Só sei que nada sei.